Emmanuel Carneiro Leão(30 articles) Notável filósofo que soube como poucos desdobrar o pensamento de Heidegger e de Kant em exposições inovadoras e profundas.
Carneiro Leão: Questão Filosófica Para Aristóteles, uma única questão definiu desde sempre o estatuto do Pensamento Filosófico em tudo que ele pensa: a questão da realidade realizando-se nas realizações do real. [Aprendendo a pensar II]
Carneiro Leão - Verdade Excertos do ensaio "A experiência Grega da Verdade", ECO - Publicação da Pós-Graduação em Comunicação e Cultura da UFRJ e do livro Aprendendo a pensar, Tomo I.
Carneiro Leão - Página Internet Arbitrariamente, a hospedagem gratuita da HPG, onde residia o site desenvolvido por minha filha, Raquel Cardoso de Castro, para seu orientador Prof. Carneiro Leão, foi lamentavelmente desativada. Deste modo, estaremos passando todo o material nele disponível para este site, em homenagem a este que é um dos grandes pensadores brasileiros e que tive a honra de ter em minha banca de Doutorado em Filsofia.
Veja nas entradas nesta seção o material anteriormente disponível no site de Carneiro Leão.
A ética da violência Prof. Emmanuel Carneiro Leão Emmanuel Carneiro Leão é professor emérito da UFRJ
Hoje em dia muito se fala em crise da ética. Os progressos da técnica, as descobertas da ciência, as ideologias políticas levaram de roldão os princípios de ordem e as forças de ordenamento que, por séculos, guiaram, com a majestade de fins e virtudes éticos, morais e religiosos, a dignidade das ações e reações de indivíduos e grupos, de poderes e instituições. Por toda parte se instala cada vez mais a ordem da desordem. E ainda não é tudo. Nossa situação atual é bem mais grave. Não vivemos apenas uma crise de ética. Vivemos a radicalidade da crise. Na radicalização de contestar tudo e rejeitar todos, reside toda a nossa ética. A crise não é somente de regras, de parâmetros e padrões. É crise de princípio. Sua atropelada não subtrai apenas valores e retira somente virtudes. Impossibilita qualquer valoração ou juízo de valor. Não se trata somente de trocar modelos, de pôr o comportamento em novas bases nem de dar às ações e à conduta outra fundamentação. A crise está muito mais embaixo. É tão radical que temos a necessidade da ética, e não apenas de uma nova ética, à flor da pele.
Um perfil de Dora Ferreira da Silva Do livro Bodenlos: eine philosophische Autobiographie Dusseldorf/Bensheim: Bollmann, 1992. Uma primeira versão da tradução feita por Dora Ferreira da Silva
Ensaio publicado na revistaIRIS em março de 1983 com o título de O futuro e a cultura da imagem.
[741 views]
Heraldo Barbuy (1913-1966)(7 articles) Notável pensador brasileiro, nascido em São Paulo em 1913. Jornalista, orador e conferencista, formou-se em Filosofia e foi professor em diversas Faculdades e do Instituto Brasileiro de Filosofia. (FONTE: RAIMUNDO DE MENEZES, DICIONÁRIO LITERÁRIO BRASILEIRO, LTC, 2ª ED.,1978)
Variam as acepções da Filosofia e varia também o seu nome. Mas, como quer que a Filosofia seja tomada, ela não se confunde com nenhuma outra ciência, com nenhum outro campo de preocupações. O âmbito em que se move, se distingue, pela sua natureza, de todos os outros. A Philosophia pode ser tomada num sentido estrito, designando uma ciência do Ser ou uma ciência das essências como a definiu Platão. Ou ainda, uma ciência da essência e da existência de todos os seres, como a compreendem Aristóteles e os filósofos realistas tradicionais. Em sentido lato, a Filosofia pode ser entendida como Sabedoria da Vida ou como conjunto de pressupostos e regras da vida sábia. Ou ainda, como visão, imagem ou perspectiva do Mundo, o que se exprime na palavra alemã Weltanschauung. Em todos os seus sentidos a Filosofia constitui um reino que as demais ciências não atingem, nem podem, por natureza, atingir.
Morujão: As pseudo-soluções filosóficas e o ideal da fenomenologia Alexandre Fradique Morujão, Mundo e Intencionalidade. Ensaio sobre o conceito de mundo na fenomenologia de Husserl. Universidade de Coimbra, 1961. Capítulo 1 O MUNDO NATURAL E O PROBLEMA DA SUA FUNDAMENTAÇÃO
[16 views]
Morujão: Os supostos do mundo natural Alexandre Fradique Morujão, Mundo e Intencionalidade. Ensaio sobre o conceito de mundo na fenomenologia de Husserl. Universidade de Coimbra, 1961. Capítulo 1 O MUNDO NATURAL E O PROBLEMA DA SUA FUNDAMENTAÇÃO
[11 views]
Morujão: O mundo natural Alexandre Fradique Morujão, Mundo e Intencionalidade. Ensaio sobre o conceito de mundo na fenomenologia de Husserl. Universidade de Coimbra, 1961. Capítulo 1 O MUNDO NATURAL E O PROBLEMA DA SUA FUNDAMENTAÇÃO
[12 views]
Morujão: Mundo e Intencionalidade - Introdução Alexandre Fradique Morujão, Mundo e Intencionalidade. Ensaio sobre o conceito de mundo na fenomenologia de Husserl. Universidade de Coimbra, 1961.
[16 views]
Fragata: A Evidência Apodítica Júlio Fragata, A Fenomenologia de Husserl como Fundamento da FIlosofia. Livraria Cruz, 1959
A obra de arte literária - Prefácio de Maria Manuela Saraiva (8) A obra de arte literária - Prefácio de Maria Manuela Saraiva Roman Ingarden, A Obra de Arte Literária. Tradução de Albin E. Beau, Maria Conceição Puga e João F. Barrento. Prefácio de Maria Manuela Saraiva.
A obra de arte literária - Prefácio de Maria Manuela Saraiva (6) A obra de arte literária - Prefácio de Maria Manuela Saraiva Roman Ingarden, A Obra de Arte Literária. Tradução de Albin E. Beau, Maria Conceição Puga e João F. Barrento. Prefácio de Maria Manuela Saraiva. § 5. A teoria husserliana do signo linguístico
[233 views]
A obra de arte literária - Prefácio de Maria Manuela Saraiva (5) A obra de arte literária - Prefácio de Maria Manuela Saraiva Roman Ingarden, A Obra de Arte Literária. Tradução de Albin E. Beau, Maria Conceição Puga e João F. Barrento. Prefácio de Maria Manuela Saraiva. § 4. A teoria dos estratos
A obra de arte literária - Prefácio de Maria Manuela Saraiva (4) A obra de arte literária - Prefácio de Maria Manuela Saraiva Roman Ingarden, A Obra de Arte Literária. Tradução de Albin E. Beau, Maria Conceição Puga e João F. Barrento. Prefácio de Maria Manuela Saraiva. § 3. Psicologismo, antipsicologismo, fenomenologia
[1323 views]
A obra de arte literária - Prefácio de Maria Manuela Saraiva (3) A obra de arte literária - Prefácio de Maria Manuela Saraiva (3) Roman Ingarden, A Obra de Arte Literária. Tradução de Albin E. Beau, Maria Conceição Puga e João F. Barrento. Prefácio de Maria Manuela Saraiva.
[1083 views]
A obra de arte literária - Prefácio de Maria Manuela Saraiva (2) A obra de arte literária - Prefácio de Maria Manuela Saraiva (2) Roman Ingarden, A Obra de Arte Literária. Tradução de Albin E. Beau, Maria Conceição Puga e João F. Barrento. Prefácio de Maria Manuela Saraiva.
Luís Washington Vita (1921-1968)(9 articles) Luiz Washington Vita foi membro da Diretoria do IBF e, dado seu espírito prático, nela atuou como Diretor-Secretário. Exerceu, porém, o cargo de Secretário da RBF até sua morte, em 1968.
Tarcísio Meirelles Padilha(3 articles) Professor e filósofo. Presidente da Sociedade brasileira dos Filósofos Católicos. Membro da Academia Brasileira de Letras. Diretor das revistas Presença Filosófica e A Ordem. Autor entre tantas obras de: A Ontologia Axiológica de Louis Lavelle (1955); Filosofia, Ideologia e Realidade Brasileira (1971); Brasil em Questão (1975); Uma Filosofia da Esperança (1982); Realismo da Esperança (1996); Privilégio do Instante (1996); Uma Ética do Cotidiano (1999).
Roland Corbisier(3 articles) Roland Cavalcanti de Albuquerque Corbisier (1914-2005) nasceu em São Paulo onde fez todos os seus estudos, até o bacharelato em Direito. É sobretudo conhecido por ter sido fundador e primeiro diretor do Centro de Estudos Jackson de Figueiredo, fundador e primeiro diretor do Instituto de Sociologia e Política, diretor da Divisão de Ação Social do Dep. de Cultura da Reitoria da USP, fundador do Instituto Superior de Estudos Brasileiros. É também fundador do Centro de Estudos Brasileiros e ex-diretor de Cursos e Conferências do Instituto Brasileiro de Filosofia.
Tempo Definir o tempo a priori é defini-lo de acordo com determinada posição filosófica ou teoria científica, pois embora a realidade a que faz referência seja a mesma, sua noção tem variado ao longo da história, acompanhando a evolução da filosofia e o progresso das ciências particulares. À pergunta pelo tempo têm sido dadas várias respostas que correspondem às cosmovisões características dos grandes ciclos da cultura. Na história do pensamento ocidental, é possível distinguir, a propósito, três concepções distintas que correspondem ao mundo grego, ao cristianismo e ao mundo moderno.
[348 views]
Universo O substantivo universo corresponde ao adjetivo universal que significa, etimologicamente, a unidade vertida ou distribuída na alteridade. O significado real da palavra não deixa de coincidir, em parte, com sua etimologia, pois as ideias de unidade e de alteridade, ou de multiplicidade, são essenciais, embora não a esgotem, à ideia de universo, que inclui, também, a noção de totalidade.
[446 views]
Utopia Do grego, "ou", não, e "topos", lugar; não-lugar, sem lugar, lugar que não existe.
A idéia desta entrevista surgiu por ocasião da publicação de Dialéctica das consciências e outros ensaios (Imprensa Nacional-Casa da Moeda, Lisboa, 2002), largo volume que reúne parte considerável da obra filosófica de Vicente Ferreira da Silva (1916-1963). Conversar com Dora Ferreira da Silva, sua notável companheira de toda uma vida dedicada à poesia e à filosofia, seria imprescindível. Além disto, Dora é uma das vozes poéticas mais expressivas na tradição lírica brasileira. O poeta Donizete Galvão, que compartilha comigo imensa admiração pela obra de ambos, também seria a pessoa mais indicada para a realização do presente diálogo, pois já de muito vínhamos conversando sobre o quanto nos indigna o fato de que no Brasil pouco se percebe acerca da grandeza do pensamento filosófico de Vicente. Já veremos o resultado. [F.M.]
Com certeza não haveria de passar pela cabeça de ninguém ver nos físicos Einstein, Heisenberg, Bohr ou Oppenheimer místicos. Nos economistas Meadows e Forrester, anticapitalistas.1 Nos marxistas Herbert Marcuse e Walter Benjamin, materialistas convertidos ao idealismo. No psicólogo Jung, no antipsiquiatra Laing, no matemático Wittgenstein e no filósofo Heidegger, pensadores divorciados de nossa herança cultural. Não obstante, em sua diversidade de especialistas, subverteram e questionaram suas próprias premissas. Dito em outras palavras, foram além de sua pobreza especializada em direção ao cerne abrangente e ilimitado da vida, questionando verdades sacrossantas como a causalidade, a previsibilidade, o progresso, o maniqueísmo moral e, sobretudo, a idéia de que há explicação para tudo em nossa rede de tranqüilizadores conceitos gregários. Comportaram-se como a realidade se comporta, esse trompe-l’oeil que diariamente faz gato e sapato de nossas mais férreas certezas.
Vicente Ferreira da Silva (1916-1963) pertence ao primeiro ciclo do existencialismo no Brasil. Naquela ocasião, somente ele tomaria Martin Heidegger (1889-1976) como referência (Paim, 1997. p. 696). Em geral, naquele momento, preferia-se a aproximação com os pensadores franceses do que com os alemães. Do diálogo com Heidegger, Ferreira da Silva evolui para posições próprias e formula as bases de sua filosofia da existência. Ele entende que a existência é impregnada pela finitude, mas explora o propósito humano de transcender os limites impostos pela realidade concreta. Para realizar esse propósito, ele insere o divino na vida dos homens. Fala, então, de uma vida que é projeção do sublime e que encontra na arte e na linguagem poética os aspectos dessa perfeição que vem dos céus. O filósofo morreu cedo, com 47 anos de idade, mas a interrupção abrupta dessa meditação não diminui a presença de Vicente Ferreira da Silva no processo de autoconsciência da filosofia nacional (Paim, 1986. p. 143).
Nesta edição o JORNAL EXISTENCIAL On Line publica uma entrevista exclusiva, feita pela psilcóloga Flávia Machado, com um dos mais respeitados representantes do Existencialismo no Brasil, o filósofo, professor e doutor Gerd Bornheim.
Segue a íntegra da entrevista, que foi realizada no dia 14 de abril e complementada no dia 07 de julho de 2000.
O presente trabalho tem como objetivo enfocar a temática do existencialismo brasileiro.
Neste sentido, procuramos pesquisar as origens dessa temática, a partir de uma reinterpretação da filosofia grega, dando ênfase, sobretudo, à ontologia de Martin Heidegger, justamente por ter esse filósofo despertado maior atenção que os demais filósofos existencialistas entre os nossos estudiosos da matéria.
No parágrafo 7 de Ser e Tempo sob a epígrafe O método fenomenológico de nossa pesquisa, M. Heidegger observa que desembaraçar o ser do ente e explicitá-lo são as tarefas da ontologia. Adverte, entretanto, que o método da ontologia permanece contestável no mais alto grau tanto que não se questiona senão em torno de ontologias tradicionais.